terça-feira, 14 de setembro de 2010

O Hip Hop e o Voto de Legenda


Em meio ao processo eleitoral nos assustamos com comediantes e pessoas públicas em geral pedindo nosso voto com discurso de renovação ou com a frase "pior não fica". De outro lado também vemos vizinhos que desconhecemos ou que nunca realizaram nada em prol de nossas cidades e que agora pedem também nosso voto.

O por que disto? A política brasileira/burguesia brasileira sempre utilizou da cooptação para se manter no poder. Nossa política foi estruturada na prática do milionário que pede voto dizendo que por já ter muito dinheiro não precisará roubar; Mas para este permanecer no poder precisará do chamado Quociente eleitoral.

Quociente eleitoral é o voto de legenda. Para entendermos na prática, cada partido político ou coligação no Distrito Federal para eleger um deputado ou deputada distrital precisa aproximadamente de 67 Mil votos.

Como se dá esta soma? Calcula-se a quantidade de eleitores aptos ou votos válidos e se divide pela quantidade de cadeiras na camara legislativa, ou seja 24 vagas.

DEMOcrático não? Na conjuntura brasileira não da-se pra confiar em inúmeros partidos, pois nascem da noite para o dia através de simples abaixo assinados, sem articulação ou formação popular. Defendendo apenas interesses próprios.

Assim eu volto a primeira exposição, que fala dos artistas e pessoas públicas candidatas. Os partidos se apropriam desta fama, que em várias situações rendem grande quantidade de votos. Ao partido não interessa se esta pessoa será ou não eleita, pois os mesmos já possuem o "escolhido".

No Distrito Federal há candidatos do Partido Progressista que na prática ajudarão a eleger Benedito Domingos, defensor de Roriz, Arruda, citado no mensalão do DEMO e que recentemente teve seus bens bloqueados pelo Ministério Público e pode ter que devolver aos cofres públicos a quantia de 6 milhões de reais.

Isto é cooptação. Nossos irmãos e irmãos, vizinhos e vizinhas, lideranças comunitárias muitas vezes são chantagedas em troca de cargos comissionados ou outras benéfices para se candidatarem, na maioria das vezes, via partidos de direita, para na prática favorecerem a legenda do partido/coligação e retirar votos de pessoas comprometidas que atuam em determinada região, espaço ou movimento.

Então Hip Hop e juventude, antes de votar análise a história do partido ao qual seu candidato é filiado, pois muitas vezes seu voto de resulta em panetones, permitindo através do Comediante tal, do DJ tal, da ONG tal, a continuidade no poder da família Roriz, de fichas sujas.

Ao votar tenha clareza sobre o partido, tenha consciência que a política não se resume em uma eleição, mas que é necessária sua participação na vida pública de sua comunidade e no trabalho daquele ou daquela que elegeu, cobrando e fiscalizando, participando de audiências públicas e conselhos de direitos.

Cuidado! Seu vizinho pode ajudar a eleger mais um Geraldo Naves que defenderá a corrupção, atrapalhando investigações. O Artista tal elegerá mais um Benício Tavares, Roney Nemer, Roberto Giffoni e tantos outros "supostos" criminosos.

Frente Candanga de Hip Hop Contra a Corrupção


OBS: Tiririca e Paulo Maluf não são do mesmo partido, mas na prática é isto que ocorre.

Por Aborígine

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